segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Contemporâneos


Contemporâneo I 

Do teu rosto trigueiro
Em palmas, meu coração bate
Sejam as copas de vontade
E árvores Rainhas da natureza

Tudo de eleva ao cair da tarde
Até as algas azuis e espelhos raros
Sejam também pedra de combate

E de nuvens abertas as céus ditosos

                                                            Manuel Vaz

Contemporâneo II


Fantástico olhar de devaneia
Como cruzes e ondas lá dos mares
As contradições minha alma triste
Que ilumina tantos lares

A loucura desses momentos coerentes
Como espada louca, que no mundo cresce
Olhares ditosos candelabros
Flores secas que florescem

                                                               Manuel Vaz

Contemporâneo III


As flores magnânimas, exalando odores
Que da ancestral serra prometida
Jardins suspensos, babilónias de espanto e ouro
Olhando, o pranto que em fio corria

O olhar de Deus, seu encanto
No meio de azuis, embriagados
Taças de desejo inebriantes
O sorver de champanhes em raros delírios

                                                                   Manuel Vaz


Contemporâneo IV

Trigo eloquente na caldeira
Rosas que são o trigo amor do monte
Que o amor será encanto
Em pegadas de pó do caminhante

Candelabros consumidos pelos fogos
Pelo arder da minha alma infante
Pelo acervo caia a nostalgia
E era ouvido, a praga do meu encanto

                                                                       Manuel Vaz

Contemporâneo V

Mármores conscientes ao sabor
De vinhos raros inebriantes
De outras vinhas, outras cores
Perseguindo os céus dos meus amores

Embriagado, perseguido pelos deuses
De anis luz de outros encantos
Astros que caiam raras flores
Consentindo em anil por mercadores



                                                                       Manuel Vaz



Contemporâneo VI

Robusta canção com tanto enlevo
Cais aos meus pés desfolhada
De visões encantos de elixires
Raros como cristais que se expandem

De música em torres e marfins
Ou rosas pintadas como flores
Pois os céus invejam
E a dor na terra fria fica

                                                                   Manuel Vaz


Contemporâneo VII

Entre clarões e harmonias
Desce meu ser em movimento
Ao sabor a rosas anelares
Desfolhadas em luz e sacramentos

A chuva de meus passos persegue
Ao palácio dos mil encantamentos
Mil musas me clamam procurado
Por tantas estrelas meu tormento


                                                                         Manuel Vaz

Contemporâneo VIII

A água cresce e um lamento
De flores cansadas de alegrias
O anis que bebi, sorvi
Em palcos ociosos como conventos

Embriagado cai profundamente
O Rei Baco em orgias se furtava
Em abismos meu ser estremecia
Á espera de um fio de luz atrás da porta


                                                                           Manual Vaz

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