Contemporâneo I
Do teu rosto trigueiro
Em palmas, meu coração bate
Sejam as copas de vontade
E árvores Rainhas da natureza
Tudo de eleva ao cair da tarde
Até as algas azuis e espelhos raros
Sejam também pedra de combate
E de nuvens abertas as céus ditosos
Manuel Vaz
Contemporâneo II
Fantástico olhar de devaneia
Como cruzes e ondas lá dos mares
As contradições minha alma triste
Que ilumina tantos lares
A loucura desses momentos coerentes
Como espada louca, que no mundo
cresce
Olhares ditosos candelabros
Flores secas que florescem
Manuel Vaz
Contemporâneo III
As flores magnânimas, exalando odores
Que da ancestral serra prometida
Jardins suspensos, babilónias de
espanto e ouro
Olhando, o pranto que em fio corria
O olhar de Deus, seu encanto
No meio de azuis, embriagados
Taças de desejo inebriantes
O sorver de champanhes em raros delírios
Manuel Vaz
Contemporâneo IV
Trigo eloquente na caldeira
Rosas que são o trigo amor do monte
Que o amor será encanto
Em pegadas de pó do caminhante
Candelabros consumidos pelos fogos
Pelo arder da minha alma infante
Pelo acervo caia a nostalgia
E era ouvido, a praga do meu encanto
Manuel Vaz
Contemporâneo V
Mármores conscientes ao sabor
De vinhos raros inebriantes
De outras vinhas, outras cores
Perseguindo os céus dos meus amores
Embriagado, perseguido pelos deuses
De anis luz de outros encantos
Astros que caiam raras flores
Consentindo em anil por mercadores
Manuel Vaz
Contemporâneo VI
Robusta canção com tanto enlevo
Cais aos meus pés desfolhada
De visões encantos de elixires
Raros como cristais que se expandem
De música em torres e marfins
Ou rosas pintadas como flores
Pois os céus invejam
E a dor na terra fria fica
Manuel Vaz
Contemporâneo VII
Entre clarões e harmonias
Desce meu ser em movimento
Ao sabor a rosas anelares
Desfolhadas em luz e sacramentos
A chuva de meus passos persegue
Ao palácio dos mil encantamentos
Mil musas me clamam procurado
Por tantas estrelas meu tormento
Manuel Vaz
Contemporâneo VIII
A água cresce e um lamento
De flores cansadas de alegrias
O anis que bebi, sorvi
Em palcos ociosos como conventos
Embriagado cai profundamente
O Rei Baco em orgias se furtava
Em abismos meu ser estremecia
Á espera de um fio de luz atrás da
porta
Manual Vaz
Sem comentários:
Enviar um comentário