quarta-feira, 20 de maio de 2015

May Poetry

Na vertente um soldado
Acena com a sua mão
O caminho florido
E este canta uma canção

Os fotógrafos a devoram
Querem parte de Leão
Haja Deus, e que nos guarde
De tanta lamentação

Tigre, Eufrates de mão em mão
Vai o Nilo inundando
Grande parte da nação
Joelhos em contrição
Não vá a cheia levar
O que restará no verão

Que o Oriente médio
Se aperte em confusão
Assim nasce o coração
Veja o homem
O seu irmão
Nasça assim nova canção







Sideral telefonia
Brandos espaços
Um homem numa jaula
Na companhia dos cães
Chuva ácida ingrata
Pois tudo é ingratidão
Deus nos valha e ao processo
Que não aparenta solução
Um diamante que foge
Nos negros dedos aflição
Há que ter as vistas largas
Pois pequena é a visão
Sideral telefonia
Transmitindo pelo céu
Nas casas da alegria
Nas casas da solidão
Barco solar que desperta










As naus regressaram
E o bulício com pressa
De tangerina e limão
Animais raros e turquesas
Era o rei camaleão
O tejo naufragara
Em cambiantes de luz
Luz perdida pelo chão
Pauzinhos de canela Pezinhos de açafrão
Grandes côcos maduros
Com caril à refeição
Foi o século em que perdi
Tudo o que era ilusão
Reis nus e pés descalços
Mais uns santos em profissão
Por louco, está o Sol
Ao passar a procissão
Tudo espera e em surdina

Segregam……… mais um cristão


                                   Manuel Vaz