IDEIAS E REFLEXÕES DE MANUEL VAZ
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Manolo poetry 2015 part one
POLITIK III
Eram doze pregos mortos
Cegando-te à partida
De um homem negro e podre
Que queria sugar pelas veias
Seu corpo um excremento
Roubado ao ser vulgar
Vivendo num mundo cinzento
Fechado pelo mar
CABRAL
O compasso o mapa o astrolábio
Na mesa tudo estava estendido
Viagem Cabral feliz aduaneiro
Cruz de Cristo sob o mundo inteiro
Novas estrelas que do alto chamam
As caravelas navegam ao cruzeiro
Que lá longe foram sem um queixume
E com boas novas de lá voltaram
NEVEGAR
Entre aspas e desencontros
Entre o vago e o possível
Navegámos tantos mares
Mesmo os revoltosos impossíveis
E lá vai a caravela à barca
Bolinando contra o vento
Fazendo com que o tempo
Cresça sempre em flor crescente
A UM FIEL AMIGO
Olha o pranto derradeiro
Como lavar ambas as mãos
Um sôfrego e um primeiro
Um ser nu apalpa um cão
Toma um osso buco e engoli-o bem
Assim como me és fiel
Mau amor também
Assim fiel espera por mim
No paraíso dos cães
Se me seja permitido
PRINCESA
Mar salgado galeões raros
Adormece uma princesa
No Oceano profundo
Desafiando a natureza
Mais de mil anos está deitada
À espera com que nobreza
O eleito a encontre
A desperte de sua grinalda verde
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