Pesados, são os anos
Em que não passamos, por viver
Ficaram todos num recanto
Ao pé de velhos brinquedos
Flores que não floriram
De um jardim que não é teu
Deixaste a vida fugir
A cada um que é seu
Fizeste mal o divórcio
Da vida que não viveste
Agora nem tens memórias
Da vida que subescreveste
Manuel Vaz
As folhas
Das frondosas, árvores e abetos
Voando rápidas
Prometendo uma nova primavera
Rasgando a cortina
O sol incandescente
Sob o continente
As copas mais altas ululando ao vento
Odores diversos, serenos como o tempo
O ar que respiras embriagado te aceita
Pois bem sabe
Como te alimentas
E a paz que aspiras
Manuel Vaz
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