O
equador frontal e tanto
Que
dois Sóis o iluminam
O
braseiro nos ossos vagos
Como
a pomba vem morrer
Em
quanto a luz permanece
É
perene o teu olhar
Cai
retumbante e despe
O
coração do luar
Rosas
rasgadas fenecem
Frutos
do coração
Bençoes
e flores cremadas
Que
sem nome
Se
vão
Dorme
no cemitério
O
desfecho da paixão
Tudo
em poeiras queimadas
Como
tuas doces mãos
O
mar que guarda outros mares
Veste-se
de nupciais vestes
Um
pássaro novo meu amor
Traçado
à praia
Que
se deita
Rosas
tiranas e benditas
Como
só eu sei onde se guardam
Chores
a déspota terra
Pois
só eu sei quando virei
O
sonho meu amor
Como
eu sonhei
Talhando
nossos nomes
Numa
pedra
Vem
voar sobre os casulos
Poda
as tuas asas
Dá-lhes
pão, dá-lhes milho
Do
chão nasce uma cancão
Esperar
por ti, luas de espera
Feita
de pó a lua espera
Nova
moldura de pão
Arrastando
rosas novas
Que
caem de solidão
O
teu olhar plástico
Fabricado
por inteiro
Uma
tinta do teu tinteiro
Traça
teu rosto indistinto
A
lua seca mirando
O
vulgo que se protesta
Deixa
escapar a sua névoa
Que
vem, que vai e sustem
Rasgos
no coração dolente
Como
sente o enforcado
A
luz
Na
corda pendente
A
vida no alçapão
Amores
perfeitos
Iluminando,
o umbral escuro
Vem
o céu e vem o mundo
Tirar-nos
de todo o sono
Tédios
são os dias
Em
que passo
Sem
passar, ou andar adiante
Como
ferida asa
Sem
o voar distante
O
meu cavaleiro caiu do mastro
Desfecho
de minhas ilusões
Tal
nau toda rasgada
De
rosas meus amores
Luzes
novas, luzires confiantes
Veem
afagar meu peito nu
Como
a um brando pão aberto
Que
alguém vem mastigar
Anis
cruel do meu pranto
Como
as ondas que se estendem
Trazendo
na maresia
Flores
de renda e de canto
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