Eras transparente
Mas eu via-te
Não só sentia-te
Como o teu odor
Não me era estranho
E tu passavas
Como uma assombração
Mas eu não tinha
Nenhum castelo
Para percorreres
Bastavam dois quartos
Para ali existires
Transparente mas real
Mais real do que
Os abajures do meu quarto
Ou os retratos
Da minha infância
Manuel Vaz
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