Na vertente um
soldado
Acena com a sua mão
O caminho florido
E este canta uma
canção
Os fotógrafos a
devoram
Querem parte de Leão
Haja Deus, e que nos
guarde
De tanta lamentação
Tigre, Eufrates de
mão em mão
Vai o Nilo inundando
Grande parte da nação
Joelhos em contrição
Não vá a cheia levar
O que restará no
verão
Que o Oriente médio
Se aperte em confusão
Assim nasce o coração
Veja o homem
O seu irmão
Nasça assim nova
canção
Sideral telefonia
Brandos espaços
Um homem numa jaula
Na companhia dos cães
Chuva ácida ingrata
Pois tudo é
ingratidão
Deus nos valha e ao
processo
Que não aparenta
solução
Um diamante que foge
Nos negros dedos
aflição
Há que ter as vistas
largas
Pois pequena é a
visão
Sideral telefonia
Transmitindo pelo céu
Nas casas da alegria
Nas casas da solidão
Barco solar que
desperta
As naus regressaram
E o bulício com
pressa
De tangerina e limão
Animais raros e turquesas
Era o rei camaleão
O tejo naufragara
Em cambiantes de luz
Luz perdida pelo chão
Pauzinhos de canela Pezinhos
de açafrão
Grandes côcos maduros
Com caril à refeição
Foi o século em que
perdi
Tudo o que era ilusão
Reis nus e pés
descalços
Mais uns santos em
profissão
Por louco, está o Sol
Ao passar a procissão
Tudo espera e em
surdina
Segregam……… mais um
cristão
Manuel Vaz
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